Sobre o Projeto

O Programa Interinstitucional de Bolsas de Iniciação à docência (PIBID) é um programa do MEC, fomentado pela CAPES para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. Na UFPel, desde 2010, o curso de Teatro está participando, juntamente com os demais cursos de licenciatura. Atualmente somos um grupo de 12 alun@s do curso de Teatro - Licenciatura da UFPel, bolsistas do PIBID - CAPES/MEC. Desenvolvemos ações específicas da área de teatro e projetos educacionais interdisciplinares, no momento, atuando em quatro escolas públicas parceiras do programa, em Pelotas/RS, orientados pelas professoras/es supervisoras/es das escolas e pelos coordenadores de área.
Mostrando postagens com marcador Carolina Ferreira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carolina Ferreira. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Trabalho aprovado para o I Encontro Nacional do PIBID - Teatro

Qual é o real espaço que o teatro ocupa no ambiente escolar?


Palavras-chave: escola, teatro, sensível

A partir de trabalhos realizados nas seis escolas da rede pública de ensino, participantes do PIBID-UFPEL, observou-se que a linguagem teatral inserida na escola ainda não ocupa o espaço considerado ideal, como uma disciplina curricular. Desse modo, a “instituição escola”, que conhecemos, continua não proporcionando ao aluno uma prática teatral e uma pesquisa efetiva sobre si mesmo e suas relações corporais, pois a escola com suas características pragmáticas e objetivos mercadológicos, possui uma estrutura curricular e física muito restrita para as questões da arte-educação. O principal objetivo de se avaliar as formas de recepção da linguagem teatral nas escolas é pensar novas formas de promover o fazer teatral nesse ambiente. Essa reflexão se deu a partir da prática (com os avanços conquistados e os obstáculos percebidos) com oficinas de jogo dramático infantil, embasadas pela teoria de Peter Slade; de contações de histórias, defendidas por Desgranges pela importância para o aprendizado do espectador na captação, significação e releitura das linguagens da narrativa; e de oficinas de leitura dramática e expressão corpóreo-vocal, que trabalharam noções de ritmo e compreensão dos textos, e sobre a capacidade gestual básica como geradora da própria palavra e do comportamento social, apontada por Dario Fo. Almeja-se buscar soluções cabíveis para  o teatro na escola, sem torná-lo uma prática apenas pontual e incompleta ou suprimir uma ferramenta didática para outras disciplinas. Mais do que inserir o teatro como uma disciplina curricular, anseia-se por uma cultura de arte-educação que aborde o saber sensível e a experiência estética do aluno, como defendida por Duarte Júnior.

Modo de apresentação: conversa

Referências:
DESGRANGES, Flávio. A pedagogia do Espectador. São Paulo: Hucitec, 2003.
DUARTE JR, João Francisco. O sentido dos sentidos. A educação (do) sensível. 4 ed. Curitiba, PR: Criar Edições Ltda., 2006.
FO, Dario. Manual mínimo do ator. Editora Senac, São Paulo, 2004
SLADE, Peter; O jogo dramático infantil, São Paulo: Editora Summus, 1978.



LEITE, Allan Luis Correia – Bolsista de Graduação
FERREIRA, Carolina – Bolsista de Graduação
FURLAN, Murilo – Bolsista de Graduação
LACAU, Ana - Supervisora do PIBID - C.E.E.F.M.D.J.B.
LEITE, Vanessa Caldeira – Coordenadora de Área - UFPEL

Trabalho aprovado para o I Encontro Nacional do PIBID - Teatro

O PAPEL DO TEATRO NA INTERDISCIPLINARIDADE

Palavras-chave: interdisciplinaridade, teatro, Pelotas.

O PIBID-UFPEL trabalhou durante dois anos coletivamente com seis cursos: Teatro, Letras, História, Filosofia, Ciências Sociais e Pedagogia. Foram realizados dois tipos de ações em cada uma das seis escolas envolvidas: ações específicas de cada área de conhecimento e ações interdisciplinares através de projetos. O objetivo de se trabalhar interdisciplinarmente foi avaliar como esse método funciona na organização escolar e tornar o aprendizado mais simples e próximo da realidade dos educandos. O Teatro exerceu importante papel nesse trabalho, já que uma atitude interdisciplinar é “uma atitude diante de alternativas para conhecer mais e melhor – atitude de reciprocidade que impele à troca, que impele ao diálogo” (FAZENDA, 1994). Baseado nessa afirmativa acredita-se ter alcançado a interdisciplinaridade, porque, após estudos teóricos, diagnóstico da realidade, observações e reuniões com supervisores de cada escola, foi elaborado um projeto em cada escola, com temáticas próprias, partindo de um tema gerador que foi dividido em subtemas que se interligavam, proporcionando uma aproximação entre essas áreas das Ciências Humanas. A interdisciplinaridade indica uma inter-relação entre disciplinas, sem que nenhuma se sobressaia sobre as outras, mas estabelecendo uma relação de reciprocidade e colaboração, com o desaparecimento de fronteiras entre as áreas do conhecimento. Os projetos aconteceram durante um semestre em horário curricular nas escolas envolvidas, fazendo diferença no cotidiano destas. O papel do Teatro nesse trabalho se deu de diferentes formas em cada escola. Aos poucos se foi conquistando espaço no projeto e na escola, ampliando o entendimento que se tinha do Teatro. Ao final do desenvolvimento dos projetos viu-se que o Teatro foi importante para que as atividades fossem bem recebidas pela comunidade escolar e também pelos pibidianos que atuavam nos projetos, principalmente no que se refere às práticas com o Teatro do Oprimido (BOAL, 1980), pois através do Teatro Fórum, abriu-se o diálogo com os educandos e com os colegas de trabalho, criando um ambiente de proximidade entre todos e de abertura para se discutir as diversas questões suscitadas pelo tema gerador de cada projeto.

Modo de apresentação: conversa

Bibliografia:
BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas. 2. Ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980.
FAZENDA, Ivani C. A. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. 4. Ed. Campinas: Papirus, 1994.

BARROS, Graziele Soares de – Bolsista de Graduação.
FERREIRA, Carolina – Bolsista de Graduação.
LEITE, Vanessa Caldeira – Coordenadora de Área – UFPel