Sobre o Projeto

O Programa Interinstitucional de Bolsas de Iniciação à docência (PIBID) é um programa do MEC, fomentado pela CAPES para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. Na UFPel, desde 2010, o curso de Teatro está participando, juntamente com os demais cursos de licenciatura. Atualmente somos um grupo de 12 alun@s do curso de Teatro - Licenciatura da UFPel, bolsistas do PIBID - CAPES/MEC. Desenvolvemos ações específicas da área de teatro e projetos educacionais interdisciplinares, no momento, atuando em quatro escolas públicas parceiras do programa, em Pelotas/RS, orientados pelas professoras/es supervisoras/es das escolas e pelos coordenadores de área.

domingo, 28 de agosto de 2011

1º Encontro do PIBID UFPel

Durante o primeiro encontro de pibianos aqui na UFPel, foi muito interessante observar a roda de conversa que participei, onde se avaliaram as ações que ocorreram e tentou-se conseguir novas idéias para a continuidade do projeto.´
Obviamente, muitas dúvidas ainda surgiram, muitos questionamentos dos pibidianos que estão ingressando agora...
Para esses novos integrantes foi perceptível a ajuda que foi ouvir sobre o que já foi feito, poder perguntar sobre as situações problemas. Também para nós, que já estamos no meio do caminho, avaliar o que se passou foi muito interessante, deu para refletir de maneira mais lógica e menos individual acerca de tudo que aprendemos ou deixamos de aprender.
Infleizmente meu mini-curso não ocorreu.
Sobre as mesas, tanto de abertura, quanto de encerramento, achei cansativo, a primeira por falar apenas sobre o que se passou, sem nenhuma indagação, nenhum desafio, e a segunda pois não houve espaço para os questionamentos que surgiram durante as palestras e tudo ficou muito raso.
De forma geral o evento, cumpriu seu papel de juntar os pibidianos e estímular suas idéias e o resto serve para aprendizado.

Allan Leite

1º Encontro do PIBID UFPel

A importância deste evento, o I encontro do PIBID UFPel, teve para com todos nos que participamos foi permitir uma gigantesca troca de experiências possibilitando uma verdadeira vivencia interdisciplinar, além de permitir uma avaliação autocritica sobre nosso projetos e novas ideias sobre possibilidades de trabalho nas escolas pibidianas e mesmo na nossa formação docente.

Durante o encontro, já no principio conseguimos avaliar o nosso trabalho, conhecer a identidade dos outros cursos e ainda dos outros grupos pibidianos que nos precederam e os que irão trabalhar após nosso inicio. Nas rodas de conversa, ao menos naquela em que participei, foi de uma importância impar, pois nela foi possível discutir dificuldades de aprendizagem dos alunos e métodos práticos para superação do mesmo, com a vivencia de vários alunos, professores e demais, foi uma troca de experiências fantástica que permitiu pensarmos juntos não em soluções finais, mas sim, repensarmos nossa maneira de atuar com nossos alunos e assim superarmos este e outros problemas que como docentes poderemos encontrar.

Outro ponto que gostaria de comentar seria a respeito do minicurso que tive a sorte de participar, nele foi possível na parte da manha estabelecer uma dialogo maravilhoso com a professora Luciana Hartmann onde a mesma comentou sobre a identidade durante o período da manha e a tarde, pudemos aprender a ter uma visão diferenciada sobre o audiovisual e sua importância para possível formação dos alunos, como podemos enxergar o mesmo como um auxilio e não algo a ser temido e abominado do contexto escolar.

Para finalizar gostaria de ressaltar a importância de eventos como este e a oportunidade que possuímos através dele de abrir para o dialogo interdisciplinar e assim, consigamos ter uma formação privilegiada que ira repercutir nas gerações futuras que irão experimentar através de nossa docência estas mesmas vivências e ideias.

Diego Fogassi Carvalho

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Oficina de Teatro no Colégio Estadual Dom João Braga

Primeiro semestre de 2011

O turno da tarde continua com o mesmo grupo de alunos do colégio Dom João Braga: Ketlen, Jackson, Melony e Willian. As oficinas também continuam nas segundas-feiras, das 15h às 17h. Estamos com as aulas em dia, seguindo nosso plano inicial traçado.
Fizemos três módulos: Expressão corporal e vocal, improvisação e leitura dramática de textos, para desenvolvermos nos alunos uma possível experiência autônoma de fazer, produzir e assistir teatro.
O andamento inicial é fazê-los vivenciar uma percepção corporal e vocal, desenvolvendo a capacidade de concentração, observação, atenção e imaginação, torná-los centralizados no seu corpo/voz, fazendo assim despertarem para um trabalho concentrado e criativo. Proporcionar um contato inicial com a improvisação teatral e que ao improvisar eles tornem-se mais seguros e confiantes, vencendo características de timidez e vergonha de se expressar em público e também proporcionar um contato com textos de dramaturgia deixando-os preparados com a leitura dramática, assim eles poderão aprimorar sua leitura de textos e também conhecer textos de teatro, tentando deixá-los com uma característica autônoma no que diz respeito ao objetivo do projeto: reativar o grupo de teatro estudantil do Colégio Dom João Braga, “Uó Du Borogodó”.
Infelizmente, na nossa última aula, (ministrada apenas por mim) o aluno Jackson nos deu a triste notícia de que sairá da escola e consecutivamente do grupo.

Nesta aula, fizemos atividades propostas por eles, o jogo da bolinha, onde foram muito rápidos e ativos e o jogo criando com papel, onde foram bem criativos.

Trabalhei um exercício onde foram aquecendo suas expressões, chorando, rindo, tristes, alegres, alternando e variando as possibilidades destas emoções para entramos na leitura dramática (anexo vídeo e fotos).

Remeto-me a esta última aula, porque ela foi o resultado final do trabalho investido neste projeto, da esperança e da vontade que tenho em fazer este plano dar certo. Foi uma aula emocionante e empolgante, nos deixando com vigor e uma vontade de quero mais, vontade tanto minha como dos alunos, exposta na reunião por eles mesmos.
Recebi nesta última aula as alunas do turno da manhã: Pâmela, Caroline, Brenda, Natália, os alunos Leonardo e Giovane e os ministrantes Caroline e Murilo.
Fizemos nossa reunião, avaliação e programação para o próximo semestre, confirmando o objetivo das oficinas e das atividades propostas. Iremos começar todos do mesmo ponto, mas não deixando repetitivo e nem cansativo para os alunos da tarde que já terminaram o plano, mas também não podemos deixar sem toda essa experiência de todos os módulos, os alunos da manhã.
Ficou praticamente acordado entre todos ali presentes (já descritos acima) que, o provável dia para fazermos as aulas e que todos possam estar será aos sábados e para isso conversei com a supervisora Ana Lacau pela possibilidade deste dia e aguardo seu retorno para começarmos novamente as aulas no segundo semestre de 2011 com quatro ministrantes: Lucia, Carolina, Murilo e Hélcio e nove alunos da escola.
Lucia Berndt

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

II Seminário Ensino de Arte, Ensinar e Pesquisar – a Reversibilidade da Formação Docente


24 a 26 de Agosto de 2011

Este Seminário pretende ser um fórum, de formação continuada para discutir o tema do ensino da arte, mais especificamente voltado às práticas pedagógicas e metodológicas em sala de aula, com ênfase dada à pesquisa. O evento caracteriza-se pela troca inter e transdisciplinar, na medida em que procura contemplar as linguagens da música, dança, teatro e artes visuais, dialogando ainda com profissionais de áreas afins (educação, filosofia, história, biologia), para que o foco do ensino como pesquisa na formação docente e na prática em escolas produza um debate transversal. Nesta edição do evento pretende-se dar um grande espaço de relatos aos professores da rede de ensino para mostrarem e refletirem sobre suas práticas, considerando a reversibilidade do processo de ensinar-aprender.

Local: Auditório Centro de Arte

Promoção: Projeto Arte na Escola do Centro de Artes/UFPEL

Coordenação: Profa. Dra. Ursula Rosa da Silva (CEARTE/UFPEL)

Profa. Dra. Mirela Meira (FaE/UFPEL)

Curadoria Pedagógica: Profa. Dra. Maria Isabel Petry (Fundarte)

Apoio: Centro de Artes/UFPEL, Faculdade de Educação/UFPEL, Fundarte/UERGS Montenegro

Público Alvo: alunos e professores das áreas de artes, educação, comunicação, professores da rede de ensino, educadores e comunidade em geral.

Carga Horária: 30 h Vagas: 60

Informações: http://www.paeufpel.blogspot.com/

Programa

Dia 24/08/2011 (quarta -feira): Auditório Cearte

· Formação Docente, Pesquisa e Práticas criadoras em arte e educação no cotidiano escolar

Profa. Dra. Marly Meira (UFRGS) – contato Mirela: mirelameira@gmail.com

Profa. Dra. Maria Isabel Petry Kehrwald (Fundarte); isabel@fundarte.rs.gov.br

Coordenação Profa. Dra. (FaE/UFPEL) mirelameira@gmail.com

LANÇAMENTO DE LIVROS dos PÓLOS UFPEL e Fundarte/Montenegro ARTE NA ESCOLA e Arte, Educação e Afeto (Marly Meira)

Mesa: O Professor Pesquisador e sua Formação

· Currículo e formação de professores nas Licenciaturas em Artes

Prof. Ms. Roberto Heiden (UFPel) - roberto.heiden@yahoo.com.br

· O ator-professor e a Formação em teatro

Prof. Dr. Adriano Moraes (UFPel/ curso teatro) -adriano_moraes@terra.com.br

· A dança-educação na escola

Prof. Drando. Gustavo Duarte (UFPel/curso dança) - guto.esef@gmail.com

Dia 25/08/2011 (quinta -feira)

8h às 12h – Comunicações (Salas 251, 252 e 253, 20 piso Fae)

14h às 17h Mesa: Professores: propostas e metodologias para sala de aula

Auditório CEARTE

· Fotografia nas aulas de Artes Visuais: uma provocação

Profa. Esp.anda.Caroline Azambuja (Profa. da Rede municipal de Pelotas) - cacaazambuja@bol.com.br

· Como trabalhar a criatividade no desenho pelo uso dos signos e referenciais cotidianos?

Prof. Esp.ando Jorge Thiago (Prof. da Rede municipal de Pelotas) -

· Corporeidade no Ensino das Artes Visuais

Profa. Msanda.Ângela Neves (Profa. da Rede municipal de Pelotas) -angelabalz@yahoo.com.br

· O professor que faz arte: experiências musicais com educadores de instituições de abrigagem de crianças e adolescentes.

Prof. Drando. Edson Ponick (EST/RS) - edsonponick@gmail.com

19h – Interdisciplinaridade nas escolas: experiências pibidianas

Auditório CEARTE

· PIBID Teatro: construindo uma disciplina na interdisciplinaridade

Profa. Ms. Tais Ferreira (UFPel/ curso teatro) taisferreirars@yahoo.com.br

· PIBID UFPel: aspectos básicos e a elaboração de um projeto interdisciplinar na escola

Profa. Dra. Sonia Schio (UFPel/ curso Filosofia) - soniaschio@hotmail.com

20h – Mapa das Artes em Bagé

Auditório CEARTE

· Panorama das Artes na rede de ensino de Bagé

Profa. Tania Amália dos Santos (SME Bagé) – contato com Sandra: sandravie3000@yahoo.com.br

· Educação patrimonial: o legado da arquitetura da cidade de Bagé e sua dimensão com o sensível

Profa. Ms. Sandra Vieira (IFSul/Bagé) - sandravie3000@yahoo.com.br

Dia 26/08/2011 (sexta -feira)

9h às 11h - Encontro com Professor (salas 101;102;103;E; F;1º piso-FaE)

Prof. Ms. Paulo Damé - (UFPel/ curso de artes visuais) – paulodame@gmail.com

Profa. Dra. Duda Gonçalves – (UFPel/ artes visuais) - dudagon@terra.com.br

Profa. Ms. Julia Hummes – (Fundarte/curso de música) - julia@fundarte.rs.gov.br

Prof. Dr. Raul Costa D’Ávila - (UFPel/ curso de música) - costadavila@gmail.com

Profa. Dranda. Vanessa Caldeira Leite – (UFPel/ curso de teatro) - leite.vanessa@hotmail.com

14h às 17h – Relatos de professores: metodologias e experiências de sala de aula. local:Auditório CEARTE

· Estudo de materiais e técnicas com ênfase em materiais alternativos

Prof.a Ms anda. Rejane Santos (Prof. da Rede municipal de Pelotas) - re.rejanesantos@gmail.com

· Mafalda vai á escola

Prof. Esp.ando.Cassius André Prietto Souza - cassius_andre@hotmail.com

· O Panorama da Música nas Escolas de Pelotas

Profa. Ms. Isabel Hisrch (UFPel, curso música) - isabel.hirsch@ymail.com

· Ouvindo a escrita - a experiência do ensino de literatura em mídias alternativas

Ms. Marcelo Noah (escritor e radialista, mestre em escrita criativa PUC/RS) -

19h – Mesa de encerramento: Experiências interdisciplinares: arte e outras linguagens

Profa. Dra. Rosana Aparecida Fernandes (UNIT - Aracaju) - rosanafernandes.edu@gmail.com

Prof. Drando.Paulo Robson de Souza (UFMS) - paulorobson.souza@gmail.com

Coordenação: Profa. Dra. Mirela Ribeiro Meira NUTREE/ Fae

Relatório IV Jornada Latino-Americana



Programação e relatos do evento:


Dia 07 de julho

Inscrições, abertura e palestra com os atores Renato Borgui, um dos fundadores do Teatro Oficina e Élcio Nogueira que apresentam seu projeto Embaixada do Teatro Brasileiro que aconteceu com os próprios rodando por 15 países da América Latina, além de Portugal e Espanha (próximo pretendem que seja o México). Com apoio integral do Ministério da Cultura levam as tradições, cultura e obras do teatro brasileiro, com o objetivo de realizar um intercâmbio por meio de apresentações e oficinas integram não só a língua, mas também a linguagem do nosso teatro.

Élcio Nogueira diz que a experiência de intercâmbio trouxe a certeza de que a troca de conhecimento e cultura pode ser muito rica para todos, fala também que só haverá uma integração de verdade, quando atores começarem a montar obras do Brasil e a gente comece a montar com mais frequência obras originais desses países também.

Eles trouxeram e catalogaram 11000 peças nessa viagem e pretendem, através da FUNARTE, publicar esse material para intercâmbio.

Na parte da tarde, palestra com a professora Julia Elena Sagaseta de Buenos Aires: A cena performática do teatro de Buenos Aires.

A próxima atividade foi a sessão de pôsteres, ao qual apresentei o trabalho O teatro no Pibid – o Pibid no teatro. O pôster mostra um panorama geral das atividades do Pibid II da UFPel desde seu início.

No primeiro encontro das sessões coordenadas, participei do tema Práticas Pedagógicas e Formativas, com a coordenação de Márcia Pompeo e Biange trazendo para a mesa a problematização nos trabalhos ali apresentados e onde surgiram as questões:

- Se o processo artístico é e quando pedagógico?

- Qualquer processo artístico pode ser pedagógico?

- A ligação do ator com o espectador pode ser uma formação pedagógica?

- Quais os momentos que se usa a voz da educação no teatro e do teatro na educação, em que momento está se usando a voz do professor e/ou a voz do diretor?

Márcia Pompeo ressalta: para se dar aula de artes, primeiro temos que nos descobrir artistas, assim teremos mais chances de não impormos uma aula, pois desta forma, é que ela poderá ser considerada não pedagógica.

Na parte da noite, às 19h30min foi exibido o filme “O Rei da Vela”, filme considerado um marco na história do moderno teatro brasileiro e que deu origem ao movimento batizado de Tropicalismo. Filmado entre 1970 e 1971 pelo Teatro Oficina ficou guardado por conta do exílio de Zé Celso que apenas em 1982, já de volta ao Brasil, monta o filme com uma série de imagens captadas nos anos de exílio, com cenas da peça, fragmentos de documentários e uma entrevista inicial com o próprio.

O filme nos remete a uma caótica sociedade brasileira emergindo para uma tentativa de democracia e que reflete até o presente, comprovando que, mesmo com toda sua precariedade, é um trabalho com uma história ainda atual.

Dia 08 de julho

Segundo encontro das sessões coordenadas, participei do tema Práticas Pedagógicas e Formativas, com a coordenação de Narciso Telles.

Não participei do primeiro dia, mas ficou a questão do dia anterior: as metodologias de ensino dão conta dos alunos que têm necessidades especiais e, como repensar a prática para educar se ainda há uma carência de instrumentalizados?

Foram muitas opiniões e uma professora que trabalhou fora do país com uma sala de alunos especiais, sugeriu que não se precisa estar preparada para dar aula para alunos com necessidades especiais, pode ser no escuro, com uma educação não tecnicista, pois foi assim que deu muito certo pra ela, contrapondo esta, surgiu a opinião que o desconhecido nos instiga a estudar mais, conhecer e prepararmo-nos para dar uma aula.

Trabalhar com diferenças, do desviante, o que sai do que estamos acostumados, existe independente de os alunos serem pessoas com necessidades especiais, por isso o desafio não deixa de existir.

Programação Cultural

Na nossa chegada a Blumenau no dia 06, eu e a professora Taís Ferreira, assistimos à peça Volúpia do grupo Cia Carona de Teatro. Colocados em situações limites nos seus relacionamentos, aprisionados por uma sexualidade que não sabem se libertam ou não, os personagens de Volúpia perseguem certezas que não conhecem, através de histórias que se entrelaçam, Volúpia caminha por becos escuros.

A criação do processo surgiu da experimentação física dos atores em treinamentos dirigidos por Pépe Sedrez, diretor da companhia. O texto surge lentamente através do material observado durante os ensaios. A Cia Carona de Teatro tem sede no Teatro Carlos Gomes, foi fundada em 1995 e há 15 anos leva ao público espetáculos que sintetizem o seu processo de trabalho. Esse processo é fundamentado na investigação acerca do trabalho do ator e suas relações dialéticas em grupo.

24º FITUB

Quase paralelo à 24ª Jornada, acontece também o FITUB que se estendia até dia 16 de julho, ao qual podemos assistir a peça de abertura do festival Vida, da Companhia Brasileira de Teatro de Curitiba-PR, no grande auditório do Teatro.

Exilados numa cidade imaginária, dois homens e duas mulheres fazem parte de uma banda que ensaia para uma apresentação comemorativa do jubileu da cidade. Fechados numa sala vazia convivem entre si e revelam comportamentos, relações, conflitos e histórias de suas vidas prosaicas, repletas de humor, sensibilidade e um sentido de transformação. Com um argumento simples, a nova criação da companhia Brasileira de Teatro trás para a cena um longo período de pesquisas sobre a obra do poeta curitibano Paulo Leminski. A peça não é adaptação de uma obra literária, mas sim um texto original escrito a partir da experiência de leitura e de convivência criativa com os textos do autor e suas referências. Autoria e direção de Marcio Abreu, uma peça deliciosa, com mais de uma hora de duração, mas que nos envolve sensivelmente e comicamente não nos deixando perceber que o tempo passou.

Uma peça maravilhosa que para mim valeu o festival, pois não pude permanecer até o final.

O TEATRO NO PIBID - O PIBID NO TEATRO


O curso de Teatro Licenciatura da UFPel, desde o primeiro semestre de 2010, atua com vinte bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID/ CAPES/ MEC) em seis escolas do município de Pelotas, com atividades disciplinares e interdisciplinares. Desta forma, desde então, diversas ações específicas da área de teatro, ações interdisciplinares (em conjunto com as licenciaturas em Pedagogia, História, Letras, Ciências Sociais e Filosofia) e de estudo e/ou preparatórias para atividades foram empreendidas: grupos de estudo, reuniões de orientação e planejamento, participações em seminários e fóruns de arte e educação na cidade de Pelotas e/ou em outras localidades, entre outros. Os acadêmicos bolsistas também levaram os alunos das escolas participantes ao teatro e espetáculos de teatro, dança e música até as escolas, em ações de fomento à recepção artística. Oficina de teatro ofertada pelos pibidianos do teatro aos supervisores, coordenadores e licenciandos bolsistas do PIBID UFPel de todas as áreas, incluindo o PIBID Ciências, com intuito de desenvolver consciência corporal e vocal do docente ou futuro docente, foi uma da ações disciplinares do teatro que promoveu a desejada interdisciplinaridade. Ainda dentre as ações interdisciplinares, além das reuniões para interação de cada grupo por escola, destaca-se a realização de diagnósticos das áreas, panorama das humanidades nas escolas apresentado em seminário a todos os bolsistas pibidianos. No presente estágio, além do desenvolvimento de oficinas de teatro para diversos níveis de ensino (EM, EF [séries inicias e finais], EJA e Magistério) nas escolas e continuidade das ações de recepção teatral, os pibidianos empreendem planejamento e elaboração de projetos interdisciplinares, que serão colocados em prática no segundo semestre de 2011 nas escolas parceiras do PIBID em Pelotas.

Lucia Elaine Carvalho Berndt


I Encontro do PIBID/UFPel – Identidades no contexto escolar

O encontro teve início no dia 09 de agosto às 8 horas da manhã. Após o credenciamento a professora Lourdes Frisson deu início às atividades agradecendo a todos pela presença e dando avisos iniciais. Depois o professor Verno Krüger fez um panorama sobre o PIBID no Brasil com o auxílio de uma carta escrita pela diretora de educação básica presencial da CAPES, a professora Carmen Moreira de Castro Neves. Após esse momento abriu-se a mesa redonda para discussão e relatos das atividades que vêm sendo feitas pelo PIBID/UFPel. Na mesa se encontravam a professora Sônia Schio, que relatou sua experiência enquanto coordenadora de área e de escola do PIBID 2, a professora Magda Soares, que explanou sobre o PIBID 1 sob seu ponto de vista, a professora Deisi, que com sua experiência de supervisora do PIBID 2 expôs sua vivência e a professora Valeska Auge, que nos compartilhou sua experiência como diretora de uma escola que já obteve os frutos do PIBID 1 e que vem recebendo as atividades do PIBID 2. Após dpuvidas e comentários encerrou-se as atividades do primeiro dia de encontro.
Na quarta-feira dia 10 de agosto pela manhã ocorreram as rodas de conversa. Eu participei da “roda 3 - Projeto interdisciplinar: relações entre as áreas de conhecimento como eixo organizador de práticas pedagógicas”, coordenada pela professora Taís Ferreira. Houveram discussões sobre diversos pontos que envolvem a questão interdisciplinar no PIBID. A professora Taís deu início à roda comentando como a interdisciplinaridade tem se tornado um processo de formação identitária entre os pibidianos, posto que para relacionar sua área com a do outro devemos primeiro enxergar a importância de cada uma sem hierarquizar. Comentou-se também que na natureza ou no cotidiano o conhecimento é um só e nós aprendemos a dissecá-lo: a interdisciplinaridade é o processo inverso. Um ponto bastante interessante que foi discutido também foi a diferença entre interdisciplinaridade e generalizar as área. Entende-se que cada disciplina tem a sua especificidade e não pretende-se com a interdisciplinaridade misturar tudo como se tudo fosse a mesma coisa. Foi uma manhã bastante produtiva, no final as professoras que estavam escrevendo toda discussão leram suas anotações.
Na quinta e sexta-feira aconteceram os mini-cursos. Eu participei do mini-curso “Os diferentes/deficientes na literatura infantil – histórias, imagens e lições” com a professora Rosa Hessel. A oficina teve início caracterizando a diferença. Depois explanou acerca da função da literatura infantil ao longo dos séculos, que seria exclusivamente para entretenimento ou com intuito formativo ou com os dois objetivos interligados. Também nos contou que existem três tipos de livros infantis sobre deficientes: os que não contem narrativas, ou seja, que possuem a única função de dar uma lição de moral; os que simbolizam a deficiência/diferença com objetos, animais ou plantas; e os que possuem narrativas mais próximas da realidade, com personagens humanos e conflitos reais. Partindo de diversos exemplos a professora expôs sua opinião nos dizendo como a literariedade deve ser coloca em elevado grau de importância quando se procura um livro infantil. Após citar diversos exemplo de livros com esta temática a professora nos pediu que fizéssemos uma análise em grupo de três livros infantis, e que com um deles elaborássemos uma proposta criativa para trabalhar o livro com crianças. Foi muito interessante discutir sobre os livros que tínhamos em mãos e poder enxergar quais de fato tinham um conteúdo interessante para passar às crianças e quais pretendiam apenas uma falsa inclusão do deficiente na literatura. No final todos os grupos apresentaram suas análises e propostas.
No sábado dia 13, último dia de encontro, encerrou-se o evento com uma mesa redonda com os professores “de fora” que foi bastante interessante para entender o trabalho de cada um e as relações que fazem com a temática da identidade. Logo após as professoras Elenice e Maria Inês fizeram um resumo das rodas de conversa da quarta-feira.
O evento como um todo foi bastante interessante para agregar o PIBID 3 e fazermos uma avaliação de como tem sido o PIBID 1 e 2. Como principal ponto positivo devo destacar os mini-cursos que nos deram muitas ferramentas para continuarmos nossos trabalhos esse semestre.

Graziele Soares de Barros

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Imagens da mesa de encerramento do I Encontro PIBID UFPel - Identidades no contexto escolar

Mesa de encerramento: Olhares sobre Identidades

Professora Rosa Hessel (UFRGS).

Professora Luciana Hartmann (UnB).

Professora Karla Saraiva (ULBRA).

Professor Alexandre Valim (UFSC).

Imagens da abertura do I Encontro PIBID UFPel - Identidades no contexto escolar

Supervisoras, coordenadoras e alunos: auditório cheio, 300 participantes no evento.

Bolsistas da dança e do teatro.

Bolsistas de 14 licenciaturas no evento!

Alunos bolsistas das diversas licenciaturas da UFPel.

Alunos do teatro e supervisora Ana Paula.

Supervisoras da pedagogia Arita e Patrícia e alunos da pedagogia e teatro.

Professora coordenadora da área de música, Isabel Hirsch, e alunos.

Professor coordenador da dança, Thiago Amorin, e alunas.

Professoras coordenadoras da área de pedagogia: Lourdes Frison e Gilceane Porto.

Professores coordenadores da área de filosofia: Sônia Schio e Eduardo Ferreira Filho.

Professoras coordenadoras da área de teatro: Taís Ferreira, Vanessa Caldeira Leite e Fabiane Tejada.

Imagens do I Encontro PIBID UFPel - Identidades no contexto escolar

Mesa redonda composta (da direita para esquerda) pelas professoras Magda Correa (supervisora CE Dom João Braga), Sônia Schio (coordenadora institucional), Deisi Rodrigues (supervisora EEEM Nossa Senhora de Lourdes) e Valeska (diretora IEE Assis Brasil).

Professora Lourdes Frison, organizadora do evento e professor Verno Kruger, coordenador institucional do PIBID UFPel, na mesa de abertura do encontro.

Livro lançado no evento.